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Fantastico de arrepiar...

Foi-se o tempo em que na TV, a programação de horrores, tinha como carro-chefe, os filmes da serie: “Sexta-feira 13”, geralmente exibidos, como não poderia de ser, altas horas das noites de sextas-feiras. Recentemente, a programação de horrores passou a ser exibida aos domingos, numa sequencia de reportagens que apresentam casos e cenas absurdas, capazes de aterrorizar qualquer telespectador. A serie apavorante, começou com uma reportagem sobre o atendimento dispensado à população mais carente, em hospitais e postos de saúde públicos de vários Estados brasileiros. Seguiu-se uma tétrica reportagem com denuncias alarmantes, sobre a merenda escolar, servida em varias cidades, nas escolas que atendem a crianças carentes. E a mais recente, foi uma reportagem sobre o descalabro na educação de nossas crianças, também, em escolas publicas. Apesar do caráter aterrorizante de tais reportagens, ressalve-se, que devemos louvar a mídia que, de forma corajosa e responsável, traz à luz, problemas com...

Mensalão oficializado

Houve um momento crucial do governo que se finda, marcado pelas noticias de existência de um tal “mensalão”. Segundo se divulgou à época, no congresso nacional, um certo numero de parlamentares, “inconformados” com seus “parcos vencimentos” oficiais, estariam recorrendo a um expediente pouco ortodoxo, e sendo beneficiados com polpudas somas adicionais, oriundas de fontes “por fora”. O caso transformou-se num escândalo político, que ocupou espaços na mídia e gerou transtornos para o governo que, finalmente, conseguiu abrandar os efeitos danosos, ao afiançar que “nada sabia, nada viu” e, portanto, o suposto mensalão, seria uma obra de ficção. Na verdade, o problema de então, acabou gerando situações embaraçosas para uns tantos políticos, que chegaram a ser afastados de seus postos. As noticias davam conta de situações inusitadas, como transporte de dólares em cuecas, meias, bolsas, malas e tudo quanto servisse na ocasião, para ocultar o transito de verbas, não se sabe de onde vindas, ou ...

Impostos transversos

Volta e meia, os questionamentos sobre a pesada carga tributaria suportada pelos contribuintes brasileiros, ocupa espaços na mídia, no ambiente empresarial e nas discussões políticas. Estamos chegando ao final de mais um governo, em dose dupla, face o cumprimento de dois mandatos sucessivos, e a questão da carga tributaria, apesar de muitas promessas de solução, permanece intocada. Pior que isso: os indicadores macroeconômicos demonstram que, nos últimos anos, ela manteve sua tendência de elevação continua, enquanto a contraprestação de serviços nas áreas de saúde, educação, segurança, transportes coletivos, enfim, os serviços públicos básicos de responsabilidade imediata do governo, caminham em direção inversa, em alguns casos, chegando a níveis de calamidade. Praticamente o tema, ficou à margem das plataformas de campanha eleitoral, mas nem bem conhecida a eleita, seus próceres já prenunciam o retorno da malfadada CPMF ou coisa parecida. É impressionante a sanha arrecadadora dos nos...

Continuar ou não...

Ultrapassada a barreira das eleições, temos uma governante eleita, interrompendo a sequencia de governantes que a antecederam. A campanha eleitoral, ao nosso ver, teve o inconveniente de um segundo turno, no qual, ânimos foram exaltados, e no resultado final, pode-se contemplar no mapa do Brasil, o contraste de um divisionismo marcante. Penso que, a forma como esta campanha foi elaborada e executada, conduziu ambos lados a equívocos, que certamente emergirão nos dias que se seguirão. De um lado, o equivoco das oposições, que imaginaram poder alcançar êxito, simulando a possibilidade de garantir a continuidade do governo atual, a ponto de enaltecer o governante de plantão. Pecaram pela falta de propostas alternativas autenticas e, pela covardia em confrontar o adversário real. A falta de credibilidade que isso gerou, refletiu-se num incomodo índice de elevada rejeição do candidato, ao longo de toda a refrega. De outro, o equivoco dos eleitores governistas, que foram induzidos a acredita...

Persistindo nos erros

Mais uma vez a comunidade estudantil que se submete anualmente aos exames do ENEM, é surpreendida com uma sucessão de falhas envolvendo a elaboração e aplicação das respectivas provas. No ultimo final de semana, ficaram patentes, erros na montagem das provas e falta de uma revisão adequada. Os problemas envolvem, ora as gráficas contratadas, ora o INEP (um órgão do MEC), responsável pela elaboração e aplicação das mesmas. Como resultante, no passado, já foram denunciadas ocorrências de vazamento de questões e outros problemas; no exame atual, haviam folhas repetidas, alunos não receberam todas as questões e, registrou-se ocorrência de gabarito de respostas incorretamente identificado. Acrescente-se o inusitado de um suposto repórter, ter postado na mídia, o tema da redação... As situações que geram prejuízos de toda ordem para os candidatos, contribuem cada vez mais, para o descrédito acentuado de tais exames. E o pior: acentua os sintomas de incompetência da parte do MEC, para organiz...

A liturgia do cargo

Apesar de tantas mazelas políticas, o Brasil tem vivido momentos especiais, ainda que raros, que espelham a grandeza no exercício de cargos públicos. Foi por exemplo, o que aconteceu na transmissão de cargo, do ex-Presidente FHC, para o atual, Luis Inácio. A sociedade pode contemplar, serenidade e brilho, no encontro civilizado de dois cidadãos que, antes de chegar ao mais alto posto da política nacional, pugnaram, cada um ao seu tempo e estilo, pela normalidade democrática e retorno pacifico ao Estado de Direito. Um momento, que deveria servir de parâmetro, diretriz, aos tempos seguintes, porque, entre outras coisas, ambos, proclamaram em suas trajetórias, o ideal de uma Nação unida, pacifica, ordeira. Razões que certamente, motivaram à época, ao sucessor, proferir amplos elogios e referencias à postura democrática e meridiana do sucedido, principalmente no curso da disputada campanha eleitoral. O respeito, à seria e compromissada liturgia do cargo, haveria de motivar e sensibilizar o...

Paradoxos e contradiçoes.

Já se tornou lugar comum, afirmar que o segundo turno de uma eleição, é uma nova eleição, com embates diferentes e uma campanha polarizada. Na atual eleição, embora uma candidata ousasse proclamar que: “Nem Cristo lhe tiraria a vitória”, a surpresa do segundo turno, revela que “há mais mistérios entre o céu e a terra, do que pode imaginar nossa vã filosofia...”. Pelo menos, contrariando a filosofia dela, o Cristo, lá do alto de suas reflexões, deve ter proclamado: “Em verdade, em verdade vos digo, que é mais fácil uma pobre e coitada ex-seringalista, conquistar os corações do povo, do que uma prepotente apressada chegar ao planalto...”. São crenças simples e básicas, que alguém que sempre militou, com méritos que insiste exaltar, pautada na idéia que “a religião é o ópio do povo”, não consegue compreender. Mas, ultrapassada a ressaca psicológica de um reves inesperado, a campanha nos traz novos paradoxos e contradições terrenas e materiais: Em primeiro plano, o Presidente Lula, patrono...