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Bons ventos de lá, sombras daqui.

A velha ditadura de Fidel na Ilha de Cuba, já foi no passado, fantasiosamente retratada como uma espécie de “paraíso socialista”, por intelectuais, artistas, políticos e seguidores. A esquerda radical no Brasil, proclamando em prosa e verso, supostas maravilhas, que sonhavam implementar em nosso ambiente, ergueu bandeiras de luta pautadas na necessidade de “revolucionar nosso sistema”, migrando para a utópica ditadura proletária. Numa época em que, tínhamos acessos limitados a informações do nosso próprio Pais, o que dirá, de terras distantes, de onde as noticias, dados e comentários, eram filtrados, manipulados ou distorcidos, sempre me intrigou o fato inquestionável, de milhares de cubanos que “fugiam do tal paraíso”, enquanto nunca tivemos noticia de alguém que se dispusesse a mudar para lá em definitivo, nem mesmo, os brasileiros mais entusiastas e fervorosos adeptos da doutrina. Situação similar ao que ocorria no famigerado muro de Berlim. Alguém que visita a Disney nos EUA, volta...

Um novo tempo.

Pesquisas eleitorais, expressam num determinado momento, números frios, calculados, às vezes manipulados por conveniências ou interesses. Elas são divulgadas em profusão no curso das campanhas eleitorais, por um numero crescente e diversificado de institutos, em alguns casos para atender objetivos específicos. De algum modo, contribuem para influenciar, orientar e ate manipular o eleitorado. Mas, como reconhece a “sabedoria popular”, uma imagem vale mais que mil palavras. E varias imagens, podem retratar uma realidade incontestável. No andamento da atual campanha eleitoral, no campo majoritário, observa-se em relação aos dois candidatos de ponta, que as imagens tem sido mais incisivas que as próprias pesquisas. De um lado, um candidato que se anunciava melhor preparado, apresenta sintomas faciais claros de desanimo e apreensão. De outro, uma candidata de quem se esperava dificuldades de postura e desempenho na campanha, aparecendo fagueira, confiante, bem falante, decidida. Não vamos i...

Diplomacia avacalhada...

O histórico da diplomacia brasileira, contem registros de episódios dignificantes. Embora no passado o Pais não exibisse posição destacada no cenário econômico internacional, ou mesmo a condição de uma potência bélica, suas posturas no contexto das relações internacionais, sempre nos asseguraram um lugar de destaque. Quer seja no âmbito regional, na condição de mediador de conflitos, ou mesmo no cenário mundial, figuras ilustres da nossa diplomacia, ocuparam espaços memoráveis que elevaram nosso conceito, em situações às vezes criticas. Tivemos participações destacadas em momentos importantes da historia, a exemplo da brilhante presença de Ruy Barbosa em Haya, ou na pessoa de Oswaldo Aranha, presidindo a memorável assembléia que resultou na criação do Estado de Israel. Pela via diplomática, o Brasil sempre defendeu princípios elevados, participou de eventos históricos de importância para a humanidade, esteve atuando em lugares distantes e, sempre teve o Itamaraty respeitado, como celei...

Agora é tarde...

Qualquer personagem politico, seja contemporâneo ou de um passado distante, defronta-se com as fatais reciclagens da historia contada ou recontada, em versões às vezes dispares. É o fenômeno do passar do tempo, cujas nuances transformam o julgamento passado, presente ou futuro de cada um. Noutros tempos, de limitada influência das mídias existentes, ou por conta de também limitadas liberdades de expressão e percepção da realidade, as versões auto-construidas ou engendradas por grupos de interesse, prevaleciam por mais tempo. Foi assim com grandes personagens de nossa historia, tais como, D. Pedro, Caxias, Bonifácio de Andrada, Tiradentes, Getulio, Juscelino, e tantos outros, cujas passagens no cenário nacional, estiveram imaculados, ate que o passar do tempo e as reviravoltas interpretativas, trouxeram à luz, suas verdadeiras dimensões: positivas ou negativas, a depender do ponto de vista posterior. Nos tempos atuais, moldados pela mídia investigativa, maior liberdade de expressão, ond...

O DESABAFO CENTENARIO

Ao visitar minha avo, após um de seus últimos aniversários, minha mãe perguntou: - Mamãe, como passou seu aniversario? Ao que ela respondeu: - Todos em paz e com saúde, minha filha. Inconformada com a resposta, comentou: - Mas mamãe, isso é maneira de comemorar um aniversario? Não teve uma festinha, presentes, bolo, convidados e tudo mais? Minha avo respondeu: - Filha, quando chegar à minha idade, você vai compreender que, estar em paz e com saúde, é o mais importante na vida! Quanto todos nos gostaríamos que, ao completar seu centenário, Itabuna estivesse em perfeita paz e, bastante saudável? Nem estaríamos nos importando com festas, shows, inaugurações e outros eventos que, certamente, marcarão a data, de forma a enaltecer a efeméride e disfarçar momentaneamente, os graves problemas do cotidiano. Em verdade, aos cem anos de emancipação política, a cidade ainda padece de segurança publica desejável, saneamento e saúde publica mais eficiente, a violência grassa incontrolável, e outros ...

Direitos confusos e especializados.

Ao confrontar o mundo do Direito – o ordenamento jurídico (normas positivadas) – e o mundo real – as circunstancias praticas de aplicação e efetivação desses mesmos instrumentos normativos – os indivíduos, em tese destinatários dessas normas, deparam-se com especificidades, que tornam confuso, o entendimento do que seria o principio da dignidade da pessoa humana. A sociedade humana experimentou ao longo de séculos, à evolução das gerações dos Direitos, num primeiro estagio, aqueles ditos fundamentais, tais como, o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade, à segurança. Estes, pautados por razões naturais e marcados pela necessidade de confrontar e limitar o absolutismo de soberanos e, poderes do Estado. Num segundo estagio ou geração, vieram os denominados “direitos sociais” – que albergam a saúde, o emprego, a educação, a moradia e as demais formas de assistência social. Estes, pautados numa visão do Estado, como promotor do “Bem estar Social”. Ao Estado, e por consequên...

O soldadinho de chumbo, o palhaço e o comedor de melecas...

O futebol, esporte que apaixona multidões, tem na Copa do Mundo a cada quatro anos, o seu apogeu. Cada Copa, tem sua historia, inovações, eventos fantásticos, personagens marcantes. Algumas, tornaram-se memoráveis, pelo espetáculo produzido pelos “artistas da bola” e suas façanhas incríveis. Nos “palcos verdes” de cada Pais sede, lances incríveis e geniais, de personagens inesquecíveis, como Pelé, Garrincha, Ademir, Zizinho, Didi, Gilmar, Stoichkov, Puskas, Di Stefano, Leônidas, Lev Yashin, Fontaine, Cruiff, Ronaldo, Maradona, Zidane, Nilton Santos, Romário, e tantos outros jogadores geniais, escreveram a historia das Copas e, legaram à posteridade imagens inesquecíveis. Citar alguns poucos nomes, chega a ser problemático, diante o elenco de magistrais jogadores. E nem podemos esquecer o Preguinho, primeiro brasileiro a marcar um gol, na longínqua 1ª Copa de 1930. Para nos brasileiros, pelo menos em cinco oportunidades, as Copas tem representado momentos de euforia, de paixão, de cong...