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Direitos confusos e especializados.

Ao confrontar o mundo do Direito – o ordenamento jurídico (normas positivadas) – e o mundo real – as circunstancias praticas de aplicação e efetivação desses mesmos instrumentos normativos – os indivíduos, em tese destinatários dessas normas, deparam-se com especificidades, que tornam confuso, o entendimento do que seria o principio da dignidade da pessoa humana. A sociedade humana experimentou ao longo de séculos, à evolução das gerações dos Direitos, num primeiro estagio, aqueles ditos fundamentais, tais como, o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade, à segurança. Estes, pautados por razões naturais e marcados pela necessidade de confrontar e limitar o absolutismo de soberanos e, poderes do Estado. Num segundo estagio ou geração, vieram os denominados “direitos sociais” – que albergam a saúde, o emprego, a educação, a moradia e as demais formas de assistência social. Estes, pautados numa visão do Estado, como promotor do “Bem estar Social”. Ao Estado, e por consequên...

O soldadinho de chumbo, o palhaço e o comedor de melecas...

O futebol, esporte que apaixona multidões, tem na Copa do Mundo a cada quatro anos, o seu apogeu. Cada Copa, tem sua historia, inovações, eventos fantásticos, personagens marcantes. Algumas, tornaram-se memoráveis, pelo espetáculo produzido pelos “artistas da bola” e suas façanhas incríveis. Nos “palcos verdes” de cada Pais sede, lances incríveis e geniais, de personagens inesquecíveis, como Pelé, Garrincha, Ademir, Zizinho, Didi, Gilmar, Stoichkov, Puskas, Di Stefano, Leônidas, Lev Yashin, Fontaine, Cruiff, Ronaldo, Maradona, Zidane, Nilton Santos, Romário, e tantos outros jogadores geniais, escreveram a historia das Copas e, legaram à posteridade imagens inesquecíveis. Citar alguns poucos nomes, chega a ser problemático, diante o elenco de magistrais jogadores. E nem podemos esquecer o Preguinho, primeiro brasileiro a marcar um gol, na longínqua 1ª Copa de 1930. Para nos brasileiros, pelo menos em cinco oportunidades, as Copas tem representado momentos de euforia, de paixão, de cong...

"Não é a mamãe..."

Lembro daqueles filmes da serie “Família Dinossauro”, onde o “Babysauro” – um simples bebê arteiro e inteligente – protestava contra quem pretendia substituir sua mãe. Tem muito a ver com a atual campanha política. O Presidente, do alto de sua elevada popularidade, insiste “Dungamente”, em emplacar sua sucessora, uma candidata fora do contexto político natural do seu partido, que no inicio, desagradava a gregos e troianos. O “estilo Dunga” de imposições, já provou na pratica recente, o quanto desastroso pode resultar o egocentrismo e teimosia de escolhas e métodos, contrariando a lógica mais prudente, quando se trata dos destinos da Nação. A popularidade e simpatia do governante, tão exaltadas pela mídia subserviente e acumpliciada, tem servido como anteparo, para esconder o “Dino” falastrão, metafórico, e às vezes inconsequente, em situações que estariam a exigir posturas melhor afeiçoadas a um líder político com estatura de estadista. O recurso ao discurso jurássico, populista e dema...

Pesquisas, euforia e decepção

Ate o inicio do segundo tempo, do jogo que poderia levar o Brasil a mais uma semifinal, 405 minutos foram suficientes para elevar ao paraíso, a avaliação dos torcedores em relação ao técnico Dunga e sua seleção. Antes do jogo, na Internet, pesquisas apontavam 70% de aprovação ao Dunga – um índice respeitável em matéria de técnicos de seleção. Parecia que tudo se conjugava para transformar ate jogadores ilustres desconhecidos do grande publico, em novos ídolos. Imagino que, se não tivéssemos de engolir aquela “laranjada azeda” do segundo tempo, o nosso técnico e seu elenco, se tornariam recordistas de popularidade e aprovação, um novo fenômeno, capaz de causar inveja a políticos carismáticos que se jactam de ter alcançado níveis invejáveis de popularidade. O “fenômeno Dunga”, ilustra muito bem o significado de índices de aprovação, que apresentam evolução meteórica. Percentuais elevados, podem ser alcançados por um personagem, sem que haja efetiva consistência na sua avaliação. Para is...

O consumidor refem

Há algum tempo atrás, um incidente na rede elétrica, provocou uma “pane” no medidor digital de saída de combustível da bomba de combustíveis, de um determinado Posto da cidade, e em conseqüência, houve uma acumulação indevida de salvo engano, um milhão de litros. Toda vez que ocorre falta de energia, o relógio digital, entra em pane, e quando a energia retorna, observo números totalmente dispares no mostrador. Você consumidor, já deve ter observado que, mesmo com todas as lâmpadas desligadas em sua casa, sempre restam ligados uma geladeira, um telefone digital, ou aquelas luzinhas piloto, vermelhas ou verdes, acesas em alguns equipamentos eletrônicos. Estas “ligações”, consomem energia e recebem as cargas oscilantes da rede, quando acontecem incidentes, cada vez mais freqüentes. As observações acima, vêem a propósito do grave problema que esta atingindo vários consumidores de energia, nos últimos meses: leituras absurdas de suposto consumo, resultando em contas estratosféricas. E caber...

De outro planeta...

O sertanejo chega ao guichê da rodoviária, e pergunta à moça do atendimento: - Moça, voismicê fala “nordestês”? - Como? “Nordestês”? - Sim, é cuma nois fala aqui no Nordeste... - Olha moço, eu também sou do Nordeste. Moro aqui desde quando nasci. Afinal, o que o senhor quer? - Entonce, bão... nois sumo conterranio! É qui eu quero uma passage pro Brasil. - Mas o senhor esta no Brasil, o Nordeste faz parte do Brasil. E, o senhor pretende ir para onde afinal? - Oia moça... voismicê tá enganada. Nois num tamo no Brasil, coisa ninhuma. A muié qui é candidata do Prisidente, disse qui, pur causu da pobreza e da miséria, nois sai do Nordeste, e vai pro Brasil... e pelo sim pelo não, eu já tô picano a mula... - O senhor deve ter ouvido mal alguma coisa. Não tem sentido isso. - Oia moça... eu vi num tar de “tuita”, na casa do cumpade Terenço.. Sabe, o cumpade Terenço, tem um cumputadô, qui sabe coisa... Ô maquininha da mulesta... Sintido e maguado tô eu, di sabê, qui num sô brasilêro, só purquê ...

Procurando o personagem...

Não passou despercebido e está a merecer condenações, o ridículo episodio da foto-montagem, que “insinuava” uma suposta participação da candidata do Presidente, na famosa Passeata dos Cem Mil – um indisfarçável truque de ilusionismo – enquanto a personagem real, estava muito distante dali, sabe-se Deus onde, e cumprindo quais “missões heroicas”. Pelo andar da carruagem, se na mesma toada, resolverem colocar no seu site, umas fotos de “momentos de lazer na praia”, corremos o risco de ver fotos da celebre seqüência de Norma Bengell, no filme “Os cafajestes”, primeiro filme brasileiro a exibir cenas de nudez explicita, dirigido por Ruy Guerra e, recordista de bilheterias no inicio da década de 60... Cabe ressalvar que, o filme de 1962, foi anterior às lutas contra a ditadura. Mas, nem por isso, deixou de retratar uma “forma alternativa”, de confronto com a “dita dura...” (desculpem, o trocadilho infame...). Algo do tipo, “make love, not war”, também em voga naqueles tempos. Seria uma “caf...