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Procurando o personagem...

Não passou despercebido e está a merecer condenações, o ridículo episodio da foto-montagem, que “insinuava” uma suposta participação da candidata do Presidente, na famosa Passeata dos Cem Mil – um indisfarçável truque de ilusionismo – enquanto a personagem real, estava muito distante dali, sabe-se Deus onde, e cumprindo quais “missões heroicas”. Pelo andar da carruagem, se na mesma toada, resolverem colocar no seu site, umas fotos de “momentos de lazer na praia”, corremos o risco de ver fotos da celebre seqüência de Norma Bengell, no filme “Os cafajestes”, primeiro filme brasileiro a exibir cenas de nudez explicita, dirigido por Ruy Guerra e, recordista de bilheterias no inicio da década de 60... Cabe ressalvar que, o filme de 1962, foi anterior às lutas contra a ditadura. Mas, nem por isso, deixou de retratar uma “forma alternativa”, de confronto com a “dita dura...” (desculpem, o trocadilho infame...). Algo do tipo, “make love, not war”, também em voga naqueles tempos. Seria uma “caf...

Vendo fantasmas...

Imaginem, no carnaval ou micareta, o trio elétrico desfilando em meio ao povão, com o Durval Lelys, a Claudinha ou Ivete, cantando a plenos pulmões a musica: “Eu quero é mais...”. De repente, aparece a policia e manda parar tudo, porque a musica “parece fazer propaganda subliminar” para um candidato a presidente... Você vai a um restaurante, é servido pelo garçom e... não pode pedir “mais”, porque “parece estar fazendo propaganda eleitoral subliminar...”. Pior seria se alguém nascido em 1.965, resolvesse comemorar sua idade atual (não posso nem ousar dizer quantos anos...), e distribuísse convites à galera. Provavelmente, correria ate o risco de ser preso... Quanta asneira. O episodio do “jingle da Rede Globo”, censurado e retirado do ar (por iniciativa da emissora), retrata a que ponto pode chegar o “patrulhamento” a que estamos todos submetidos na atual campanha eleitoral. Reputo a emenda (retirar do ar o jingle), pior que o soneto. Demonstra um grau de subserviência, a que pode cheg...

O "jus esperniandi"...

Será que o Presidente ficou nervoso e perdeu as estribeiras, com as duas multas que lhe foram aplicadas pelo TSE, sob acusação de propaganda eleitoral antecipada para sua candidata? Pelo sim, pelo não, o presidente nacional da OAB, classificou como “assustadora e incompatível com a responsabilidade do cargo”, suas recentes declarações, criticando decisões judiciais. Vários magistrados, representantes de entidades do meio jurídico e, ate o ministro presidente do STF, manifestaram reprovações às atitudes e comentários do Presidente, nesta e noutras ocasiões recentes similares. A obediência às leis e subordinação às decisões da justiça, que afeta todos os cidadãos, desde o mais simples ate o mais alto mandatário da Nação, é condição para o respeito e manutenção do Estado de Direito. Num ambiente democrático, cabe ao Poder Judiciário, administrar o Estado de Direito, fazendo cumprir e observar as leis, em especial, a Constituição, a qual, o Presidente jurou cumprir, quando assumiu seus man...

RESPEITEM A DESGRAÇA ALHEIA.

A repetição sistemática de tragédias que afetam a população brasileira, decorrentes de fenômenos naturais, agravados por um conjunto de fatores, principalmente chuvas torrenciais que se abatem sobre cidades de porte diverso, é conseqüência de problemas diversos, nem sempre evitáveis, e que se acumularam ao longo do tempo. O fenômeno das favelas, das ocupações desordenadas de áreas de alto risco, soma-se à falta de planejamento urbano adequado, fiscalização eficiente e, políticas publicas eficazes, voltadas à superação desses problemas estruturais. Nossas cidades, quase sem exceção, convivem ainda com deficiências no saneamento, na limpeza publica, ausência de sistemas adequados de escoamento, deposição e destinação de resíduos sólidos e líquidos. Sem contar, outras mazelas, na segurança, saúde, emprego, educação, etc. Os problemas, sem duvidas, são complexos, as soluções onerosas e em alguns casos tecnicamente difíceis de prever ou remediar, principalmente, porque se avolumaram num rit...

O "enrolation"...

Em tempos de “rebolation” estourando no carnaval e nas paradas musicais, a galera certamente esperava uma oportuna trilha sonora para o bombástico lançamento do PAC – 2 (“O Retorno”...). Seria sem duvidas, algo assim: “PAC, PAC, é bom, bom... PAC, PAC, é bom, bom, bom...” “Há controvérsias !”, como diria aquele saudoso humorista da celebre “Escolinha do Professor Raimundo”. Nos tempos atuais, quando os fatos e mudanças acontecem num átimo de tempo, economistas importantes, mundo afora, torcem o nariz para a ideia de “grandes planos”, hermeticamente formatados, como alternativa confiável na superação de barreiras ao desenvolvimento econômico. O argumento mais comumente usado, é aflexibilidade e volatilidade que as economias da maioria dos paises, adquiriu nas ultimas décadas. Consequentemente, a problemática estrutural ou conjuntural de ontem, já não é a de hoje, nem será a de amanha. Nesta ótica, a idéia de planejamento de longo prazo, estaria fadada a defrontar-se com erros de avaliaç...

A crise se agrava

A mídia desancou criticas contra o filme do “Filho do Brasil”, por considera-lo fantasioso, artificial, mal interpretado e sugerir propaganda eleitoral, num ano de eleições que se avizinham difíceis. Os resultados esperados de bilheteria, estão muito aquém do esperado. Enquanto isso, nos EUA, o filme de “Alice no Pais das Maravilhas”, bate recordes e, desponta como novo fenômeno de arrecadação. Coloca em duvida, se os supostos “marqueteiros”, não teriam errado na escolha do filme... Bem a propósito, enquanto insistem em retratar o Pais como uma “ilha da fantasia”, chega-se ao despautério de comemorar uma queda de 0,2% no PIB de 2.009, como “estrondoso sucesso...”. Os apopleticos argumentos que visam nos iludir, com a hipotese do “poderia ser pior”, escondem a disfarçada incompetência de gestores, que não souberam aproveitar a oportunidade, para abrir novos horizontes à nossa economia. Muito diferente por exemplo, do que aconteceu à China, Índia e Indonésia, paises cujas economias ate r...

Reflexões sobre um projeto

Discussões à parte sobre viabilidade, impactos ambientais, localização, recursos, e outros aspectos, preocupa-me a maneira como autoridades políticas regionais, estaduais e nacionais, manifestam-se sobre a possível implantação de grandes projetos, em nossa região e, Pais afora. Em algumas oportunidades, chegam ao “êxtase”, ao anunciar somente benefícios e vantagens de qualquer empreendimento, sem manter sequer, coerência em relação a quantitativos e indicadores, cujas fontes, são no mais das vezes, ilusórias. No momento em que se discute um grande projeto multi-modal (o Porto Sul) que, englobara obras faraônicas, envolvendo porto, ferrovia, aeroporto e outros equipamentos, lembro o exemplo da famigerada “Ferrovia do Aço”, que em meados dos anos 70, ligaria Belo Horizonte a São Paulo Barra Mansa (RJ), destinada a facilitar abastecimento de minério de ferro para as principais usinas siderurgicas do Brasil e, seria a “Ferrovia dos mil dias”, porque sua conclusão era prevista neste prazo. ...