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Incitatus, o paradigma.

Dedico este artigo, a um grande amigo que me trouxe a inspiração. Em meio a tantos atos secretos e esquisitices que povoaram o Senado nos últimos meses, certamente ficou uma duvida: “Como foram capazes de chegar a tanto?”. Acho que a inegável “experiência e vivencia” das Excelências, teria buscado em manuscritos secretos do velho império romano, inspiração para muitos atos e praticas, que ali prosperaram. Certamente, alguns, tiveram motivações para tão esdrúxulas inspirações, como discípulos do escritor Suetônio – Gaio Suetônio Tranquilo, que foi um historiador e biografo da época do imperador romano Trajano. Sua obra principal é “Vida dos Doze Cesares”. Foi também, autor da principal biografia de Calígula, antigo imperador romano. O “Velho Guerreiro” Chacrinha, parodiando o sábio químico francês Lavoisier, cunhou em boa hora, a expressão: “Na televisão, nada se cria, tudo se copia”. Parece-me que na política também... Constam dos alfarrabios biograficos de Suetônio, relatos inusitad...

Indulgencias plenarias.

Consta dos registros da historia que, num passado distante, a Igreja Católica, sob direção do Papa Leão X, teria recorrido abusivamente à pratica de concessão das indulgências aos pecadores, em troca de doações para construção da Basílica de São Pedro em Roma. O fato, mereceu pesadas criticas, e a principal delas aconteceu quando Martinho Lutero, afixou na Igreja de Wittemberg, na Alemanha, textos em latim, com 95 teses que contrariavam dogmas da Igreja. Num dos textos, lembrava Lutero, Romanos, 1.17: “o justo vivera da fé”. Na tese 82, citou Lutero: “Por que o papa não tira duma so vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da Catedral de S. Pedro, livra um sem numero de almas, logo por motivo bastante insignificante?”. Pela ousadia de sua pregação, Lutero terminou excomungado e, seu protesto, arrebanhou adeptos que deram or...

Galileu, Abraão e Doenitz.

Galilei Galilei foi um personagem da Historia, considerado um matemático, astrônomo e físico italiano, que desenvolveu e propagou a teoria de que a terra se move em torno do sol, a partir das idéias iniciais de Copérnico – uma idéia do universo, diferente do que a Igreja católica pregava à sua época. Embora hoje, reconhecido como gênio da ciência, pela própria Igreja, à época sofreu violenta perseguição, chegando a ser julgado pelo temível Tribunal da Inquisição, a ponto de ser obrigado a ajoelhar-se, ler em plenário e assinar sua sentença, na qual renunciava às suas idéias e crenças. Dizem que, ao se levantar, num átimo de lucidez, Galileu teria exclamado: “Eppur si muove” (e, no entanto, ela (a Terra) se move). Suas idéias, mais tarde converteram-se em verdade cientifica, enquanto o Tribunal do Santo Oficio, hoje é retratado como uma das paginas mais execráveis da historia da humanidade. Abraão, um personagem bíblico, foi também submetido a situação humilhante e submissa para provar ...

Vá entender...

Hoje, 20/08, em Ipanguaçu, RN, durante “inauguração-comicio” de mais um centro de formação técnica: “Uma oposição quando não tem argumento para fazer oposição, é pior do que doença que não tem cura. Porque eles ficam inventando qualquer coisa, e vale qualquer coisa para fazer ataque às pessoas” – palavras de “O cara”, segundo Obama. Hoje, mais tarde, comentário numa entrevista: “Muitas vezes, fazendo campanha, a gente achincalha os outros, a gente acusa os outros sem nenhuma prova, apenas porque a gente ouviu falar. Isso rebaixa o nível da política, enoja e muita gente, então, se afasta da política. Quanto mais as pessoas serias se afastam da política, mais os picaretas vão entrar na política”. – O mesmo. Teria acontecido uma seqüência de atos falhos, falta de reflexão, tiro no pé ou coisa parecida? Volta e meia, tem-se a sensação que, o Presidente e seu partido, “incorporaram” a tal ponto o vicio (ou doença incuravel) de fazer oposição a qualquer custo que, acabam por cometer deslizes...

Direito Internacional, diplomacia e conflitos entre Nações

Com muitas expectativas e interesse, estou começando a enveredar pelos caminhos do estudo do Direito Internacional, como parte de formação básica, para futuro exercício da condição de operador do Direito. Trata-se de um ambiente jurídico pouco conhecido dos leigos e como tal, desperta curiosidades de toda ordem. Principalmente, a tentativa de compreender um pouco, dos intrincados meandros das relações entre povos e nações, tão dispares, em seus costumes, crenças, tradições, culturas, ordenamentos internos. Como principiante nesta aventura, imagino o quanto difícil e complexo é, reunir a verdadeira babel de interesses, num sistema normativo, que se pretende valido e uniforme para todos. O desenrolar da Historia através os tempos, demonstra a exaustiva tarefa de tentar conciliar conflitos de toda ordem, em cada momento. Os povos, envolveram-se no fenômeno da guerra, com uma freqüência e barbárie, como se fosse algo inerente à raça humana, desafiando a capacidade de filósofos e diplomatas...

Adeus às ilusões

O tema reprisado frequentemente nos pronunciamentos, entrevistas, seminários em geral, é a implantação do projeto de um complexo logístico intermodal, envolvendo vários empreendimentos, e que afeta áreas polemicas do Município de Ilhéus. Em síntese, pelo que se anuncia, as áreas a ser ocupadas em nossa Região, representariam uma espécie de “corredor de escoamento” de produtos diversos, oriundos de outras regiões, envolvendo ferrovia a ser construída, um novo porto e um novo aeroporto internacional. Confesso que ate hoje, não vi devidamente formatado o tal projeto completo e claramente delineado, com detalhamentos de locações, extensão, cronogramas, orçamentos, fontes de recursos financeiros, técnicos e humanos, impactos ambientais, projeção de resultados, estudos de viabilidade, etc. Ao que me consta, efetivamente o projeto definitivo, pronto e acabado, ainda não existe. Trata-se de um conjunto de idéias, intenções e suposições, adredemente arranjadas, e pautadas em estudos prévios sum...

Não custa tentar...

Banca de revistas. O sujeito pede um maço de cigarros, “daquele que so da câncer”, porque o que “causa impotência” é muito perigoso... Lembram daquela campanha do Ministério da Saúde, que obriga a inscrição nos produtos e divulgação na mídia, de mensagens: “O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde”; “Fumar causa impotência”; Fumar causa câncer”...? Hoje, após insistência e determinação louváveis, a campanha evoluiu, a ponto de produzir dividendos positivos: redução significativa do numero de fumantes, importante advertência aos jovens para não se envolver com o vicio, e chegou-se ao clímax, influenciando as autoridades governamentais a editar normas que gradativamente, vão limitando espaços aos fumantes inveterados. O problema não chegou a ser erradicado, mas, tem-se hoje, instrumentos de regulação e controle eficazes, paralelamente, à conscientização que atinge a maioria dos fumantes, manifestando-se dispostos a tentar livrar-se do vicio. Uma campanha generalizante,...