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Combate à violência

Já se tornou insuportável a violência que afeta nossa sociedade. A cada dia, os fatos denotam um clima de terror, nos ambientes urbanos e rurais. A preocupação maior, reside no aparente imobilismo das autoridades constituídas que, apesar de algumas iniciativas paliativas, não conseguem conter a onda avassaladora de eventos, a ceifar vidas, causar traumas irreparáveis, ora, afetando não so patrimônio das pessoas, mas principalmente, sua integridade física. A vida humana, se traduz por um nada, já não tem significado, ante os desatinos de criminosos cada vez mais violentos. Nos últimos dias, mais uma iniciativa louvável tomou corpo em nossa cidade, com a idéia de um “pacto contra a violência”. Autoridades, políticos, representantes de entidades, mídias, estiveram debatendo o tema e buscando soluções alternativas. O projeto, respeitada a seriedade que o caso requer e, a confiança nos bons propósitos daqueles que se dispuseram espontaneamente, a encarar a situação, nos lembra o episodio já...

Puxa e estica...

A situação da área econômica no Planalto, nunca esteve tão complexa quanto nos últimos meses pos deflagração da crise econômica. Observa-se uma mudança radical de cenários, antes, delineados por uma posição confortável - reservas cambiais em alto nível, taxa de juros elevadas, arrecadação batendo recordes, balança comercial em expansão, superávit primário em ascensão. Os reveses provocados pela necessidade de adoção de medidas anticiclicas, para combater os sinais concretos de uma recessão – liberação parcial de compulsório, redução gradativa das taxas de juros, queda continuada de arrecadação complicada pela redução de impostos em algumas áreas criticas, resultados preocupantes na balança comercial, queda acentuada do superávit primário (caiu para 2,28% do PIB) – trouxeram uma nova realidade, com a qual o atual governo não havia se defrontado ao longo do seu curso. Um “freio de arrumação” e tanto, no ambiente de bonança ate então vivenciado. Por conta da nova experiência, algumas medi...

Ilustres desconhecidos

As continuadas crises políticas que abalam o Congresso brasileiro (Senado e Câmara), por conta da sucessão de casos escabrosos envolvendo personagens daquelas instituições e suas parcerias com o Poder Executivo, demonstram, o quanto desconhecemos da verdadeira personalidade e caráter dos politicos protagonistas ou coadjuvantes. Sem duvida, episódios de corrupção, nepotismo, atos secretos, alianças espúrias, negociatas, barganhas, não nasceram nas recentes legislaturas, nem constituem inovação do atual governo. Datam de períodos remotos e se repetem ou se transmudam, ao longo do tempo, com pequenas nuances de variação, como se fossem inerentes à “cultura política brasileira”. Por isso, não nos surpreende a divulgação de escandalosas situações, ora em pauta na mídia cotidiana. Embora não possamos atribuir a pecha de “regra geral”, porque havemos de admitir espaço às honrosas exceções, no cenário atual, não podemos deixar de reconhecer o grau elevado de comprometimento dos fins republica...

Pragas do Egito

Conhecemos a historia das 10 pragas, que Deus teria lançado contra o Egito, através de Moises, com a finalidade de libertar o povo judeu e fazer o Farao reconhecer a unicidade de Deus. À época, as pragas teriam como alvo, divindades especificas, como o “deus Nilo”, os “deuses animais”, e culminaram com a morte de filhos primogênitos, inclusive do Farao, considerado e venerado pelo povo, como a divindade principal. A historia relata que o povo judeu foi libertado, seguiu uma trajetória errante pelo deserto, durante longos 40 anos, ate chegar à tão almejada “terra prometida”; por seu turno, o Egito, outrora uma civilização pujante e rica, gradativamente, atravessou períodos obscuros na sua historia, ate perder sua importância passada, e converter-se a condição limitada dos tempos modernos. Às vezes tenho a impressão que nossa Região cacaueira, por alguma razão (ou razões) desconhecida, também tem sido submetida a uma serie de “pragas” políticas, que gradativamente vem minando suas potenc...

Mudança de cenários

No primeiro trimestre de 2008, a carga tributaria no Brasil (relação entre a arrecadação de tributos nas três esferas: federal, estadual e municipal e o PIB – Produto Interno Bruto), atingiu a marca de 38,95%. Vivíamos um período de ventos favoráveis na economia interna e mundial. A taxa de cambio (relação dólar/real), situava-se num patamar de R$1,75. As previsões econômicas eram altamente favoráveis a taxas de crescimento superiores a 5% e que poderiam se repetir em 2009; a arrecadação tributaria batia seguidos recordes. Ao final do primeiro trimestre de 2009, após o vendaval provocado pelos primeiros seis meses da crise mundial, a carga tributaria atingiu 38,45%; uma redução da ordem de 0,5%. A taxa cambial situava-se em R$2,31; um aumento de 32%. Os dados recentemente divulgados do PIB, apontam uma redução comparativa de 1,8% (PIB real, descontada a inflação no período). Trata-se de novos cenários, confirmados por uma serie de dados mais recentes, apontando novas quedas na arrecada...

O paradoxo político

A cada nova crise que afeta o mundo econômico, ressurgem as idéias simplórias e sonhos da esquerda mais radical, de que o capitalismo, o pensamento político pautado na filosofia antiestatizante, voltada para os mercados e, mais presentemente, as idéias neo-liberais, estariam fadadas ao naufrágio inapelável, sepultando-se de vez, quaisquer perspectivas de recuperação. Não foi diferente no limiar da atual crise que teve como epicentro, mercados financeiros de nações economicamente desenvolvidas e poderosas. Aqui e acolá, verberações ideológicas e manifestações utópicas, chegaram a celebrar réquiens à suposta derrocada, antes mesmo que os limites da crise fossem clara, qualitativa e quantitativamente delineados. No ambiente de incertezas que abalou a credibilidade dos agentes econômicos e do publico na dinâmica dos mercados, provocou a débâcle de meia dúzia de instituições financeiras seculares e, submeteu a situações vexatórias emblemáticos símbolos do segmento produtivo, poder-se-ia vis...

Nem crise, nem doença, nem...

Os cenários político e econômico do Brasil, que aparentavam relativa calmaria, de repente, tornaram-se envoltos em turbulências, mais precisamente em razão de posturas equivocadas e estranhas adotadas pelos nossos dirigentes. Num primeiro momento, deflagrou-se no ambiente internacional uma grave crise econômica, de dimensões ainda imprevisíveis. Nossos mandatários, optaram pela dissimulação equivocada, ao sugerir que a crise não afetaria nosso Pais. Deu no que estamos acompanhando nos últimos meses, com o declínio do ritmo de crescimento e conseqüências que afetaram ate então, segmentos da economia mais vulneráveis e espraia-se sob a forma de verdadeiro suplicio, para a União, Estados e Municípios, às voltas com perdas substanciais de receitas. Num episodio seguinte, a lamentável doença que afeta a possível candidata do Presidente à sua sucessão, também negada e dissimulada a principio, mas que já deu sinais de incomodo às pretensões para 2.010. A situação, antes equilibrada e aparente...