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Apertem os cintos: o piloto “assumiu” !

“Quantos anos pode uma montanha existir/ Antes do mar lhe cobrir”... Lembrando Zé Ramalho, o “Bob Dylan da Paraíba”, mesmo que a popularidade de alguém, seja uma montanha, um dia uma “marolinha” pode virar uma grande onda e... nunca se sabe o que pode acontecer... “O vento vai responder”. Quem acompanhou, o “show pirotécnico de marketing político” em Brasília (dizem as mas línguas, que foi propaganda política antecipada), alguns dias atrás, deve ter ficado intrigado, com a mensagem de gastança e promessas mirabolantes aos prefeitos, que por la circularam, para “beijar a pedra”. Em meio à grave crise que já sinalizava uma necessária parcimônia, os santinhos com a foto da “dupla anfitriã”, lembrança da badalação, agora devem estar sendo considerados aziagos, depois da queda violenta nos repasses do FPM aos Municipios. Ainda estávamos vivendo a fantasia da “marolinha” e, o governo cortejava segmentos da industria nacional, promovendo reduções convenientes no IPI. Cortesia com o chapéu alh...

O discurso do atraso

Já de muito tempo, tornou-se indiscutível que, a economia das Nações é extremamente dinâmica, principalmente a partir da constatação dos vários fatores sociais, políticos, tecnológicos, climaticos e, obviamente econômicos, que interferem no processo. A economia, não pode ser mais vista, como um departamento estanque, que opera à revelia dos fatos à sua volta: ela influencia e é influenciada, podendo sofrer mutações imprevisíveis, que dificilmente podem ser previstas no contexto restrito dos modelos formulados, pelas bases teóricas. Ate mesmo, complexas simulações, ainda que amparadas em recursos científicos e tecnológicos disponíveis, nas ultimas décadas, podem apresentar distorções imperceptíveis. O que, chegou a colocar em xeque, as lógicas do planejamento econômico, principalmente, no longo prazo, a ponto de ser objeto de criticas contundentes. O Brasil viveu nas ultimas décadas, varias experiências de planejamento de longo prazo, dentre estas, Plano de Metas, PNDs sucessivos, e out...

Pais do futuro.

Num passado não muito distante, quando ainda garotos, os da minha geração foram catequizados com a idéia do Brasil ser o Pais do futuro. Durante um bom tempo, o “mantra” do Pais do futuro, continuou a ressoar em nossas mentes, embora muitos de nos não conseguisse compreender seu real significado. Na raiz dos argumentos, estavam fatores como, uma população predominantemente jovem, a reconhecida criatividade e, o manancial de recursos naturais, do “gigante pela própria natureza”, cantado em nosso Hino Nacional. Algumas décadas de formação escolar e profissional, nos levaram a ficar impacientes com a demora para chegarmos ao “futuro prometido” e, ate desconfiar de alguns argumentos, por exemplo, ao compararmos o grande potencial de recursos existentes em nosso Pais, com a falta deles, observada no Japão, já de algum tempo, reconhecida potencia econômica mundial. E olha que o Japão, alem da falta de recursos naturais, tem uma extensão territorial minúscula, se comparada à nossa, uma popula...

Novos rumos ?

Neste espaço, tenho reiteradamente criticado as políticas monetária e fiscal do governo. Não apenas do governo que ai esta, enveredando pelo sétimo ano, sem apresentar nada de novo ou eficaz, em termos de mudanças estruturais nos dois campos. Mas, também dos antecessores recentes que, sustentaram políticas distorcidas e também foram objeto de criticas. De um lado, pela manutenção de taxas de juros estratosféricas, a inibir iniciativas de investimentos produtivos. De outro, pelo peso insuportável que tem representado a carga tributaria, principalmente em setores de atividades, carentes de incentivos. Uma das resultantes negativas, fica estampada ao avaliarmos o desempenho comparativo de nossa economia. Nos recentes períodos de maior prosperidade e crescimento observados na maioria dos paises, o Brasil amargou níveis de crescimento pífios, não conseguindo aproveitar adequadamente as oportunidades que lhe foram franqueadas, pela economia global. A partir da deflagração no ano passado, da...

O achincalhe

Imgine um país em que acontecesse uma violenta epidemia, atingindo a maior parte da população e, de repente, os únicos fabricantes dos remédios necessários para debelar a doença e minimizar seus efeitos, resolvessem “cartelizar” os preços destes medicamentos, elevando-os a níveis insuportáveis. Obviamente, obteriam lucros extraordinários, por conta da desgraça de muitos. Os grandes lucros que obteriam, certamente, seriam legítimos. Mas, moralmente, inaceitáveis pela população, que se revoltaria com a imposição, e o aproveitamento de uma oportunidade de forma sarcástica. Até por formação e calcado nas idéias econômicas que professo e defendo, nunca tive preconceitos contra a obtenção de lucros, desde que legítimos, moral e legalmente aceitáveis. Qualquer forma de exploração predatória, extorsiva, obviamente, merece condenação e deve ser combatida, mesmo num ambiente de livre comércio. Estão aí as normas que regulam atividades econômicas, para delimitar e condenar práticas abusivas: trus...

A advogada e o caseiro

O recente episódio de uma advogada brasileira, supostamente vitimada por agressões na Suíça, me faz recordar o caso absurdo do caseiro Francenildo Costa, aquele que denunciou importantes autoridades nacionais de práticas suspeitas, numa certa casa em Brasília. Dois casos tão distintos, mas que trazem à baila o desequilíbrio das ações governamentais diante situações extremadas. No caso recente, o presidente e ministros da área externa, não resistiram ao vício de aproveitar “oportunidades”, para incriminar e transferir a terceiros (no caso, os suíços), a responsabilidade pelas mazelas de que são vítimas os nossos patrícios. Cometeram o erro técnico da irresponsabilidade e do arroubo, ao transformar um caso ainda incipiente, nebuloso e não investigado, numa suposta “tragédia”, oportunidade ímpar, para escancarar a demagogia mais populista. Suas declarações intempestivas, estão sendo objeto de escárnio e críticas contundentes, pela mídia européia, após os primeiros sinais de um fiasco, que...

Prazo de validade

Talvez o maior problema na política brasileira seja o prazo de validade das promessas e compromissos dos políticos e dos próprios políticos, ou seus partidos. Em alguns casos, como temos observado, variados exemplos demonstram que acordos e compromissos, não duram sequer uma sessão na câmara, no senado, nas assembléias legislativas ou mesmo numa câmara de vereadores. Determinadas promessas, não resistem sequer ao termo de posse, quando se trata de um candidato ao executivo. E com uma freqüência desconcertante, este ou aquele político que se destaca, como suposta solução para nossos problemas mais simples ou complexos, não resiste ao vendaval da autofagia desmedida. A política brasileira tem passado nas décadas recentes, por momentos significativos, que nos trouxeram eventuais sopros de bons ventos e expectativas positivas, logo convertidos num caudal de desacertos e incongruências. Fruto, da ausência generalizada de bases ideológicas sólidas e conteúdos programáticos confiáveis e factí...