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Novos rumos ?

Neste espaço, tenho reiteradamente criticado as políticas monetária e fiscal do governo. Não apenas do governo que ai esta, enveredando pelo sétimo ano, sem apresentar nada de novo ou eficaz, em termos de mudanças estruturais nos dois campos. Mas, também dos antecessores recentes que, sustentaram políticas distorcidas e também foram objeto de criticas. De um lado, pela manutenção de taxas de juros estratosféricas, a inibir iniciativas de investimentos produtivos. De outro, pelo peso insuportável que tem representado a carga tributaria, principalmente em setores de atividades, carentes de incentivos. Uma das resultantes negativas, fica estampada ao avaliarmos o desempenho comparativo de nossa economia. Nos recentes períodos de maior prosperidade e crescimento observados na maioria dos paises, o Brasil amargou níveis de crescimento pífios, não conseguindo aproveitar adequadamente as oportunidades que lhe foram franqueadas, pela economia global. A partir da deflagração no ano passado, da...

O achincalhe

Imgine um país em que acontecesse uma violenta epidemia, atingindo a maior parte da população e, de repente, os únicos fabricantes dos remédios necessários para debelar a doença e minimizar seus efeitos, resolvessem “cartelizar” os preços destes medicamentos, elevando-os a níveis insuportáveis. Obviamente, obteriam lucros extraordinários, por conta da desgraça de muitos. Os grandes lucros que obteriam, certamente, seriam legítimos. Mas, moralmente, inaceitáveis pela população, que se revoltaria com a imposição, e o aproveitamento de uma oportunidade de forma sarcástica. Até por formação e calcado nas idéias econômicas que professo e defendo, nunca tive preconceitos contra a obtenção de lucros, desde que legítimos, moral e legalmente aceitáveis. Qualquer forma de exploração predatória, extorsiva, obviamente, merece condenação e deve ser combatida, mesmo num ambiente de livre comércio. Estão aí as normas que regulam atividades econômicas, para delimitar e condenar práticas abusivas: trus...

A advogada e o caseiro

O recente episódio de uma advogada brasileira, supostamente vitimada por agressões na Suíça, me faz recordar o caso absurdo do caseiro Francenildo Costa, aquele que denunciou importantes autoridades nacionais de práticas suspeitas, numa certa casa em Brasília. Dois casos tão distintos, mas que trazem à baila o desequilíbrio das ações governamentais diante situações extremadas. No caso recente, o presidente e ministros da área externa, não resistiram ao vício de aproveitar “oportunidades”, para incriminar e transferir a terceiros (no caso, os suíços), a responsabilidade pelas mazelas de que são vítimas os nossos patrícios. Cometeram o erro técnico da irresponsabilidade e do arroubo, ao transformar um caso ainda incipiente, nebuloso e não investigado, numa suposta “tragédia”, oportunidade ímpar, para escancarar a demagogia mais populista. Suas declarações intempestivas, estão sendo objeto de escárnio e críticas contundentes, pela mídia européia, após os primeiros sinais de um fiasco, que...

Prazo de validade

Talvez o maior problema na política brasileira seja o prazo de validade das promessas e compromissos dos políticos e dos próprios políticos, ou seus partidos. Em alguns casos, como temos observado, variados exemplos demonstram que acordos e compromissos, não duram sequer uma sessão na câmara, no senado, nas assembléias legislativas ou mesmo numa câmara de vereadores. Determinadas promessas, não resistem sequer ao termo de posse, quando se trata de um candidato ao executivo. E com uma freqüência desconcertante, este ou aquele político que se destaca, como suposta solução para nossos problemas mais simples ou complexos, não resiste ao vendaval da autofagia desmedida. A política brasileira tem passado nas décadas recentes, por momentos significativos, que nos trouxeram eventuais sopros de bons ventos e expectativas positivas, logo convertidos num caudal de desacertos e incongruências. Fruto, da ausência generalizada de bases ideológicas sólidas e conteúdos programáticos confiáveis e factí...

“Cada um no seu quadrado”

A terça-feira, dia 20/01/2.009, poderia ser apenas, mais um dia como quaisquer outros tantos. Afinal, de novidade, tivemos apenas a posse de mais um presidente dos EUA. Mas, a mídia e a própria nação americana, resolveram convertê-lo numa espécie de marco, início de uma esperada epopeia, pelo fato de termos um primeiro presidente afro-descendente, que foi guindado por uma nação dividida eleitoralmente, à condição de uma espécie de “salvador da pátria”. Muito ao estilo norte americano, um povo acostumado a transformar em paradas, desfiles monumentais, e superproduções, tudo que sirva para exaltar o caráter de super-potência militar e econômica, que atingiram e mantiveram nas últimas décadas. As revistas de quadrinhos, nas bancas, os desenhos animados e filmes na TV, atestam a proliferação de super-herois, que povoaram o imaginário norte americano desde os tempos de Búfalo Bill, Wyatt Earp, passando pelo Super-Homem, Batman, etc. Conseguiram ainda produzir a façanha de exportar seus “sup...

No Pais das mutações

Depois de dois cursos de nivel superior, um terceiro proximo da conclusão e mais tres pós-graduações, começo 2009, me sentindo um semianalfabeto. Ou seria, semi analfabeto ? Ou ainda, semi-analfabeto ? Tudo, por conta da nova reforma ortografica em vigor, a terceira ou quarta, salvo engano, desde quando comecei a conviver com as primeiras letras. No momento, estou travando um dificil combate com o “Word”, desatualizado em relação à nova reforma vigente, mas insiste em corrigir automaticamente algumas expressões, que tento grafar segundo as novas regras. Imagino o que deve estar acontecendo com milhões de brasileiros, diante as duvidas existentes, e principalmente, os usuarios da moderna tecnologia, que tambem estão enfrentando a dificil tarefa de “escrever” – embora, muitos ja calejados por anos a fio de cursos e estudos ortograficos. Tem sido assim neste Pais das mutações, onde se fala e escreve uma dita “lingua patria”, que ja não é a mesma de nossos pais, nem foi a de nossos avos, n...

Prever o que ?

2008 passara para a historia, como um daqueles anos em que as coisas mudaram de forma tão radical, a ponto de provocar uma crise, porque os novos rumos, resultaram numa perda de controle, do que “parecia” um ambiente saudável da economia mundial, com reflexos positivos para o Brasil. Evidentemente, a economia foi o ambiente mais afetado. Vejamos alguns aspectos: No inicio do ano, a meta de inflação de 4,5%, era questionada por analistas, que previam uma festiva redução para 4,3%; o IPCA-15, que chegou em novembro a 6,54%, superando o teto da meta inflacionaria, terminará em 6,1%. A cotação do dólar, iniciou em R$1,77; previsões governamentais e de comentaristas econômicos, indicavam R$1,70, como patamar do final de ano. Converteu-se numa espécie de “símbolo de ufanismo nacional”, chegando a passear por ínfimos R$1,55, em 01/08, e depois desembestou-se numa escala ascendente, chegando ao limiar de R$2,62 e por conta de “descabeladas” e bilionárias intervenções do BC, ameaça terminar ent...