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“Graveto derruba panela...”

O dito popular, é mais conhecido em meio aos antigos tropeiros, que recolhiam garranchos e lenha para cozinhar seu feijão, durante as viagens, verdadeiras “comitivas” tangendo o gado pelas trilhas do passado. Também entre os “peões de obra”, que esquentam a bóia ao pé do serviço ou, ainda hoje, entre populações das áreas periféricas, que não têm acesso aos fogões à gás em seus barracos, e ainda recorrem à colheita de gravetos e restos de madeira, para preparar o “quase nada” de cada refeição. Essa gente simples, ordeira, desprovida do discernimento acadêmico e do espírito critico, comum nas altas rodas culturais, constitui a grande massa do povo. Esse povo, dotado de uma “sabedoria popular” incomum, tem uma linguagem e forma de expressão, que desafiam os interpretes deles distanciados, que nas campanhas políticas, não conseguem transmitir ao povo, a confiança e credibilidade esperadas, pois o discurso, é impregnado de ideologismos utópicos, rancores pessoais, supostas e fantasiosas par...

“Causos de assombração...”

Os novos rumos da campanha eleitoral em Itabuna, vêm provocando ora arrepios e ora frissom, neste ou naquele reduto. Principalmente, quando se rememora a melodia do “Pisa na Fulô” ou se fala em “gravetos e panelas”, tostão e milhão, as reações oscilam do pavor até o riso de orelha a orelha. São reações compreensíveis, de entusiastas ou de entediados, em que se divide o eleitorado, alvo dos esforços de convencimento dos pleiteantes à cadeira de Gestor de uma cidade quase centenária, que já viu de quase tudo em matéria de mutações eleitorais. Como em toda campanha, e esta não poderia ser diferente, alguns fatos mais se assemelham a verdadeiros “causos de assombração”. É o que se pode inferir, da estratégia e postura atual de alguns candidatos e acólitos, que se ocuparam nos últimos meses, a “massacrar” a imagem do atual Prefeito – que nem ao menos é candidato. Atribuindo-lhe indistintamente, em doses “jumentares”, toda espécie de desmandos, ilícitos, erros e carências da cidade – só res...

Uma economia estanque...

A teoria econômica, adota critérios diferenciados para o desenvolvimento de estudos e analises voltadas a compreender a diversidade complexa das variáveis que interagem num sistema econômico e seu desempenho. Desde a divisão em “Setores de Atividade”: primário, secundário, terciário – de acordo com as especificidades das atividades desenvolvidas, até a setorialização de unidades familiares, unidades produtivas, governo, e setor externo, ou, critérios mais simples, que a dividem em economias interna e externa. Os ambientes acadêmicos, consideram ainda, a verdadeira “revolução”, representada pela Teoria Keynesiana, estabelecendo verdadeiro “divisor de águas” da ciência, em Micro e Macroeconomia. Sem esquecer, a Departamentalização preconizada por Michael Kalecki e, outros critérios já reconhecidos, mais, ou menos utilizados. No Brasil, terra da criatividade e do “jeitinho brasileiro”, nosso Presidente vem nos brindado com um novo critério de analise, sustentada à base de mirabolantes arg...

Os fatos e o mito

No ultimo domingo, dia da Independência, a sociedade brasileira esperava um pronunciamento firme, objetivo, do Presidente, sobre a crise institucional em curso, que afeta frontal e criminosamente os direitos e garantias individuais, a autonomia e independência entre os poderes – ameaça explicita ao Estado de Direito. Fruto da ação de bisbilhoteiros profissionais, ou a serviço de chefias irresponsáveis, ou por iniciativa própria, o que também espelharia inércia de quem comanda, num ambiente sarcástico em que como sempre, “nada se viu, nada se sabia”. Admite-se que o mais alto mandatário da Nação tenha, muito ao seu estilo, optado por não importunar nossas famílias com querelas institucionais. E por que se diz superdotado de “muita sorte”, sendo devoto das “tiradas futebolísticas”, talvez antevendo o alivio domingueiro propiciado pelos canarinhos contra o “fantástico” esquadrão chileno. Optou por oferecer um coquetel em doses cavalares do “óleo cru”, que supostamente advirão da “odisséia...

O “super prefeito”

No ultimo domingo, lembrei a canção de ninar: “Boi da cara preta”, tocada numa emissora de TV em Salvador, nos anos 70, ao encerrar sua programação. Por conta do que vi na TV, naquela noite, a melodia era a mesma, mas, a letra era diferente: “Mão, mão, mão/ Mão suja de preto/ Pega no pré-sal/ o petróleo escondido/ Não, não, não/ Petrobrás não tem heranças/ Vamos gastar o dinheiro/ Para educar nossas crianças...” Ih !, mas isso não tem nada a ver com o que vou escrever... Ou tem ? Fico intrigado com alguns candidatos e candidatas a prefeito(a), que insistem em afirmar: “sem o Presidente Lula”, ninguém vai fazer nada. Lembro nos velhos tempos de criança, de certos fulanos e fulanas, que quando se encontravam em alguma dificuldade ou ameaça, “chamavam pelo irmão ou irmã mais velhos”. E a galera gritava: “Bocó, você não se garante, não tem coragem e não sabe fazer nada sozinho...!” Certamente, por isso, tantos candidatos e candidatas, estão tentando “colar” suas imagens; ora um diz que foi...

O bode e o Sétimo Regimento...

Estamos vivendo episódios de sofrimento e angustia, que me parecem “plantados” ou engendrados, com intuito claro de fazer aparecer de repente, no ultimo minuto crucial, a figura de um “comissário do povo” para retirar o “bode da sala”, como se fosse o “Sétimo Regimento de Cavalaria”, que nos filmes do velho oeste americano, salvavam os caras-pálidas dos índios peles-vermelhas... Nossa região, em particular, tem sido alvo de exemplos claros destas encenações cinematográficas e ficcionais, como por exemplo: Ficção I - O episodio do aeroporto de Ilhéus, há muito tempo, reconhecidamente carente de obras e novos recursos técnicos, que irresponsavelmente não foram providenciados pelo governo desde que tragédias como em Congonhas, de ampla repercussão internacional, passaram a exigir um mínimo de atenção para problemas comuns de gravidade inquestionável. O que foi feito ? Absolutamente nada. De repente, colocam “o bode na sala” sob a forma de ameaça de interdição; o clamor publico se levan...

Itabuna quase centenária

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Ao comemorar mais um ano na condição de cidade emancipada politicamente, Itabuna aproxima-se do seu centenário. Ao longo desse tempo, vivenciou uma historia rica em experiências, apesar de sucessivas crises que abalaram a região. Coincidentemente neste ano, estaremos elegendo a nova administração municipal, que terá os encargos de comemorar a efeméride, mas também, de desenvolver um trabalho voltado à prospecção de suas potencialidades, para consolidar sua verdadeira vocação de pólo econômico regional. Até recentemente, a economia do cacau foi o grande motor do seu desenvolvimento. Contribuiu inegavelmente para dotá-la de uma infra-estrutura econômica e de serviços, que não pode ser menosprezada, porque, ainda representa um dos suportes, embora outras vertentes de atividades de diversificação, venham no presente somar-se, mantendo perspectivas positivas que precisam ser melhor exploradas. A Itabuna de hoje, converteu-se num pólo educacional, formando profissionais de áreas diversas, qu...